“Mas pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça para comigo não foi vã. .....todavia, não eu, mas a graça de Deus que está comigo” ( I Co 15.10)
Neste último dia dois de setembro completei trinta e dois anos de ordenação ao ministério pastoral. Foi no dia 02/09/1978, na Igreja Batista de Vila Gerte, em São Caetano do Sul, que tive a “imposição das mãos do presbitério”.
Quando olho para trás, tenho muitos textos bíblicos que expressam a minha gratidão ao Senhor, bem como o que penso sobre este grande milagre, que é o fato de Deus ter me sustentado durante todo este tempo, e viabilizado meu ministério apesar de todas as minhas fraquezas. Eis alguns deles: “Até aqui me ajudou o Senhor!”; “A sua graça me basta”; “O seu poder se aperfeiçoa na fraqueza”; além do que encima este artigo, entre outros. Nesta época eu tinha vinte e três anos de idade, dois de casado, e a Karin ia completar dois aninhos de vida. Foi aí que viemos para o Sul de Minas, exatamente para pastorear a Igreja Batista de Campanha, igreja que eu já servia há algum tempo como seminarista.
Que experiência maravilhosa servir ao Senhor no ministério! Quando Deus me chamou, de imediato tomei a decisão, ou melhor, entendi que deveria ser de tempo integral. Ali fiquei exatamente dois anos e três meses. Vim para reabrir o trabalho aqui em Pouso Alegre, tendo o primeiro culto acontecido no dia 15/11/1980, e, retornei a Campanha no dia 25/12 seguinte para dar posse ao meu substituto. OBS. Quando saí, assumi um compromisso com a Igreja de pastoreá-la, interinamente, até que ela encontrasse seu novo pastor. Foi um tempo maravilhoso ali, quando pudemos, antes de sair, deixar organizadas em igrejas suas duas congregações: Cambuquira e São Gonçalo do Sapucaí.
Aqui em Pouso Alegre foi um tempo de grandes desafios. Reabrir o trabalho e levá-lo ao crescimento diante do imperativo do grande, rápido e assustador crescimento da cidade. Havia um templo em péssimas condições de segurança e que exigia ter, imediatamente, seu processo de demolição e construção de um novo iniciado. Tanto em Campanha como aqui tive que conciliar o trabalho ministerial e o magistério para ter o sustento da minha família garantido e o pastorado da nova igreja preservado. Foi um tempo de muitas lutas, grandes milagres e maravilhosas e inesquecíveis experiências com Deus.
Não posso deixar de testemunhar a grande bênção e ajuda inestimável que foi minha querida esposa Lozinha, a que a Bíblia chama de “companheira idônea”. Isso ela foi! Sempre contribuindo com uma grande parcela para o desenvolvimento e realização do meu ministério. O mesmo se aplicando aos meus dois filhos: Karin e Edu, dois grandes presentes de Deus, cujas vidas nunca diminuíram e nem dividiram, mas acrescentaram, somaram de forma positiva em meu ministério.
A Deus toda honra e toda glória. Seu amigo, encorajador e pastor Genevaldo |